Tuesday, January 08, 2008

Da América do Sul(abaixo da linha do Equador)

( foto tirada em Gramado /2006 by Luh Oliveira)


Sei das minhas rotas, e das portas que fechei

Sei das linhas imaginárias que não cruzei

É natural na América do Sul

Abaixo da linha do equador

Eqüidistante em mim, alegria e dor.

É natural sonhar quintais sem cercas ou muros

E não falar inglês

Não tenho paredes, nem flores artificiais

Nada em mim é seguro, sólido, permanente,

Minha alma é tatuada por versos em constante metamorfose

Por isso às vezes, sangro uma tristeza calma,

Aos solos baixo de um violão

Na dança lenta da fumaça

E o coração se fecha um pouco, quase falha

E a lágrima disfarçada brinda o rosto

e se espalha por toda a linha do Equador

Sem muros ou cercas nos quintais

Aos solos do violão

Eu e minha solidão

nada mais.



Tonho França.

2 comments:

Dan said...

Linda poesia.
Também sou autor e vou publicar um livro infanto-juvenil pela multifoco, gostaria que visitasse meu blog: http://dan-poucodetudo.blogspot.com/.
Gostei muito de suas poesias.
E a lágrima disfarçada brinda o rosto


e se espalha por toda a linha do Equador


Sem muros ou cercas nos quintais


Aos solos do violão


Eu e minha solidão


nada mais.

Lindo Lindo...E nada mais...

JESSÉ BARBOSA said...

AH, A ALMA LATINOAMERICANA, SEMPRE
ALIMENTANDO-SE DA POÉTICA UTOPIA
E SÔFREGA PELA INEFÁVEL LIBERDADE.

BELÍSSIMO POEMA, TONHO. VIREI SEU FÃ.